Os porteiros e o zelador de seu prédio cumprem as normas internas? Será???

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A moradora do apartamento 55 chega a pé em seu condomínio. Um entregador delivery chega junto e tem a entrada permitida. A condômina acreditava que o rapaz iria deixar a entrega com o porteiro, que fica na guarita recuada do edifício, mas não foi isso que aconteceu. O entregador seguiu para o hall social e embarcou no elevador. Preocupada, ela voltou e pediu explicações ao porteiro, pois a norma interna, por questão de segurança, proibia que entregadores levassem mercadorias diretamente nos apartamentos. O porteiro ficou constrangido e tentou justificar:

“Eu só permiti que o entregador subisse porque o morador do 95, que é bastante idoso, está acamado e sem condições de retirar a comida na portaria”.

A colocação do funcionário pareceu plausível e a atenta moradora seguiu para sua unidade. Ocorre que no dia seguinte, ao deixar o prédio com seu carro, viu na garagem o tal morador idoso que estaria adoentado. Para sua surpresa, o homem estava encerando o carro, esbanjando saúde e vitalidade.

Ficou claro que o porteiro mentiu para justificar o erro. A moradora passou a ficar mais atenta, e após 15 dias descobriu que a maioria dos porteiros atendia pedidos de alguns moradores, mesmo contrariando as regras de segurança, com o objetivo de obter algum tipo de vantagem econômica ou em relação a alimentação.

O leitor deve estar espantado com essa situação, mas uma pergunta se faz presente e necessária:

“Será que no seu edifício acontece a mesma coisa?”.

Infelizmente, a probabilidade desse tipo de irregularidade acontecer em muitos condomínios é grande. Moradores que apreciam comodidade ao invés de segurança possuem estratégias para ganhar a confiança de porteiros e zeladores. O pedaço de pizza que sobrou pode se tornar excelente motivo para agradar o porteiro e funcionar como moeda de troca. A possibilidade de lucrar com “caixinha” também pode convencer o funcionário a abrir uma exceção e fazer vistas grossas para as normas de segurança do prédio.

“Mas como acabar com a farra das irregularidades no meu edifício?”

Cabe ao síndico, além de administrar, fiscalizar!

Não se pode simplesmente confiar que as normas estejam sendo seguidas à risca…isso seria muita ingenuidade e falta de profissionalismo.

É necessário realizar supervisão do trabalhos dos colaboradores.

O melhor caminho é através do circuito interno de câmeras de segurança. Recomendo que o síndico e conselheiros tenham acesso às imagens através de smartphones e assumam o compromisso de analisar, principalmente nos horários de maior fluxo de pedestres e de veículos e nos períodos onde é mais comum o recebimento de entrega delivery.

Qualquer irregularidade verificada deverá ser objeto de registro no Livro de Ocorrências Gerais do Condomínio e os infratores advertidos e punidos (colaboradores e moradores) nos termos da convenção interna.

Minha experiência como pesquisador criminal e palestrante em prédios e edifícios há mais de 20 anos, diz que não adianta fazer investimento pesado em equipamentos eletrônicos e físicos e treinamento de funcionários se não houver supervisão e manutenção do sistema como um todo.

Fonte: http://tudosobreseguranca.com.br

 

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